Nacional & Geral / Política
Rodrigo Maia descarta possibilidade de aprovação de novos impostos
Presidente da Câmara defende que a política ambiental entre na agenda de debates neste segundo semestre para atrair investidores
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (15), durante sua participação na Expert XP 2020, que propostas para a criação de novos impostos dificilmente serão aprovadas pela Casa.
"Eu não acho que a gente precisa de imposto par aumentar a arrecadação", disse Maia. Ele garantiu que a proposta de unificação dos impostos começará a ser discutida pelos parlamentares nesta quinta-feira (16).
“As pessoas têm a expectativa de aumentar tributação sobre a renda, mas pelas contas que eu recebo de tributaristas, não parece que esse seja o caminho”, comentou o presidente da Câmara.
Para Maia, algumas mudanças polêmicas são possíveis, como o financiamento de uma parte da desoneração das folhas de pagamento, mas cobra que exista um diálogo antes da votação. "O governo defende a unificação dos impostos federais e, se quiser tratar outros dividendos, é até mais fácil”, comentou.
Ao comentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45, o presidente da Câmara disse ver com bons olhos o texto para que cada ente federativo fixar uma parcela da alíquota total do imposto por meio de lei ordinária, federal, estadual, distrital ou municipal.
De acordo com Maia, é necessário dar mais transparência no pagamento dos impostos. “A sociedade olha para o serviço público e nós, que temos responsabilidade com o futuro, podemos melhorar muito. Nós precisamos ter coragem de enfrentar alguns temas para que se chegue até a ponta”, destacou.
Meio ambiente
Segundo Maia, a política ambiental brasileira é um tema que deve entrar na agenda de discussões de deputados e senadores durante o segundo semestre. “Vamos discutir projetos para que o meio ambiente seja uma das prioridades da Câmara e do Congresso”, garantiu.
“Eu acho que o governo tem que mostrar para a sociedade uma nova narrativa para que esse tema saia do debate para avançar nessa agenda”, afirmou o presidente da Câmara.
O governo brasileiro vem sendo duramente criticado por investidores internacionais por falhas no combate ao desmatamento da Amazônia. Os grupos ameaçam retirar recursos enviados ao Brasil.
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